Vaga Carne

Grace Passô

31.03.2016

O espetáculo

Primeira peça teatral solo da atriz, dramaturga e diretora Grace Passô, Vaga Carne radicaliza sua pesquisa em dramaturgia contemporânea, com a proposição insólita de uma voz como personagem e o corpo de uma mulher como cenário.

Texto e cena jogam com o desacordo entre corpo e linguagem, apresentando um processo de emergência do discurso, da identidade e da alteridade, com as particularidades da vivência social de uma mulher negra.

Em um palco vazio, sob o breu, o público se acomoda enquanto uma voz em off enuncia: "Vozes existem. Vorazes. Pelas matérias". No princípio do espetáculo, é o verbo que se apresenta, destituído de corpo, como um ser não humano, errante, que descreve o modo como adentra distintas matérias e as sensações que experimenta em cada uma delas. Até que adentre um corpo humano, investigue seu interior e se deixe afetar por suas consistências e fluxos.

A teatralidade acontece no corpo da atriz, que acentua sua dimensão espacial e sua presença, explorando os desacordos entre palavra e gesto, carne e sentido, brechas para o improviso em resposta ao público.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira

Ficha técnica
Concepção, atuação e texto Grace Passô
Equipe de criação Kênia Dias, Nadja Naira, Nina Bittencourt e Ricardo Alves Jr.
Luz Nadja Naira
Técnico e operador de luz Edimar Pinto
Trilha sonora | operador de som Ricardo Garcia
Figurino Virgílio Andrade
Pesquisa e produção Nina Bittencourt
Duração 50 minutos
Classificação 14 anos
Prêmios
Prêmio Shell RJ — Melhor Texto, 2016
Prêmio Cesgranrio — 2016
Prêmio Leda Maria Martins — 2017
Trajetória e clipping
Galeria · Fotos: Guto Muniz (2017)
Produção

Área restrita para produtores e apresentadores autorizados.

Senha incorreta.